DESABAFO DE UMA DEFENSORA ABANDONADA PELO PODER PÚBLICO

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  • 11 de outubro de 2011
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  • Defensora Pública relata à Radio FM Feijó, o abandono que a Defensoria Pública de Feijó está sofrendo por parte do Governo Estadual e Municipal

    
    Drª Vera Lúcia Defensora Pública de Feijó
    
    A Defensora Pública, Drª Vera Lúcia Bernardinelli foi hoje a público através dos microfones da FM Feijó e comunicou ao povo feijoense o que de fato está acontecendo. O porque da falta de atendimentos à população. Ocorre que no momento a mesma se encontra sozinha, sem nenhum funcionário para ajudá-la no seu trabalho.

    Há tempos a mesma vem tentando junto à Sede da Defensoria Pública do Estado do Acre a contratação de pelo menos um assessor e um estagiário, haja vista a grande demanda no município, mas todas as tentativas foram frustradas.

    Desde a época do Prefeito Francimar Fernandes a Prefeitura Municipal mantinha funcionários lotados na Defensoria, ocorre que atualmente a Defensoria não tem mais recebido esse apoio.

    Enfatizou a Defensora Pública que em um único dia recebeu do Fórum para manifestação 168 Processos, nos quais a mesma terá que se debruçar para que seus assistidos recebam o que lhes é de direito. Ocorre que a cada dia chega mais processos para ela se manifestar. O Problema reside justamente no fato do alto número de processos, bem como das audiências judiciais que todos os dias a mesma participa, acompanhando seus assistidos.

    Esclarece que devido ao fato da omissão do Poder Público Estadual e Municipal, e como já exposto o grande número de processos e Audiências Judiciais é humanamente impossível realizar atendimentos ao público.

    Os ouvintes que estavam escutando a FM Feijó no momento da entrevista da Drª Vera Lúcia, se manifestaram de forma apoiadora pela Defensora Pública, concordando com seus relatos, foram vários telefonemas de apoio e solidariedade, até mesmo telefonemas da Prefeitura houveram, mas com uma ética impecável a Defensora não os atendeu, pois no momento estava relatando seus problemas, mas se coloca à disposição para quem quiser ajudá-la nesse momento difícil, já que não pretende deixar a cidade de Feijó, mesmo já tendo recebido proposta de transferência.

    Ajudar a Defensoria Pública não é exatamente ajudar a Defensora, mas sim os pobres e necessitados do nosso Município a poderem ter acesso à justiça. Ajudando a Defensora, estarão ajudando os seus assistidos.

    O balanço geral

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